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Mostrando postagens de janeiro, 2025

BÉNÇA, VÓ

  UMA FRASE COMUM  dita pelas crianças antigamente era "bénça, vó", "bença, vô", "bénça pai", "bença mãe". Não tenho estatísticas, mas creio que o hábito de se pedir "benção" aos mais velhos vem caindo de uso a cada década, principalmente nas grandes cidades. Não tínhamos a mínima ideia do real significado de se pedir uma benção.  Lá em casa meus pais não nos ensinaram tal costume, imagino porque minha mãe deveria achar que era coisa de católico. Minha mãe, protestante, não queria nada com o catolicismo. Mas eis que ao nos mudarmos para Salvador BA e irmos morar no mesmo terreno da minha vó paterna, um amplo espaço onde havia casas de três tios e suas famílias (sim, muitos primos), tive que aprender a petição. Todos meus primos logo de manhã, ao verem pela primeira vez qualquer adulto já iam pedindo: - Bénça, vô. - Bénça, tio. - Bénça, tia. Tive dificuldades em incorporar ao meu vocabulário a tal petição. Meus pais não se opuseram, a...

O Envelhecimento do Japão

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  ONTEM LI UMA matéria que me fez pensar: Como um país como o Japão, um gigante tecnológico, uma economia forte, um país rico, que eu sempre  soube que tratava com muito respeito e até honrarias os mais velhos, pode estar passando por isso? "Isso", no caso, é o envelhecimento acelerado dos japoneses que está provocando uma situação no mínimo, bizarra. Segundo dados, um em cada 10 japoneses têm 80 anos ou mais. Ou seja, as mulheres jovens não querem mais ter filhos, e isso é um problema também na Europa.(não vou aqui me deter nesse assunto pois ele é bem extenso e complexo). Muitos idosos japoneses sofrem com a solidão e privação econômica, e estão preferindo cometer algum pequeno crime para serem presos, principalmente mulheres. Isso indica uma crise social grave no país do sol nascente. Cito abaixo, um trecho da reportagem: Nos últimos anos, os crimes cometidos por pessoas acima de 60 anos no Japão cresceram drasticamente. Em 1990, eles representavam menos de 5% do total; ho...

Cinco Dias Off

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CINCO dias off. Sem rede social e sem blog. Senti falta? Só um pouquinho...Partimos quarta-feira passada para uma viagem de 6 horas de carro do Rio para São João da Barra, terra do famoso conhaque alcatrão, o "conhaque do milagre". Destino: O SESC de Grussaí, um lugar que eu adoro visitar e desta vez levei minha irmã e meu cunhado junto. Inaugurado em 1979 pelo Sesc Minas Gerais, a Unidade passou a ser administrada pelo Sesc RJ em 2022. Em sua grande área(um milhão e oitocentos mil metros quadrados) encontram-se diversos equipamentos de lazer, as famosas réplicas do Taj Mahal, Pagode Chines e Casa de Chá japonesa. Sem falar nas três piscinas, várias quadras esportivas, biblioteca e espaço quase infinito para crianças brincarem. Há programações diárias como caminhadas, passeio de bicicleta, hidroginástica, aula de danças, shows musicais...uma verdadeira terapia mental. Eu estava devendo um passeio desses à minha esposa que por conta de mudanças de empregos, já estava sem féria...

Um Certo Réveillon

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   Escrevi essa "crônica-conto" no início do ano passado com o título "Caetano e Elis". Tinha algumas inconsistências. Dei uma repaginada e estou republicando com novo título mas com o mesmo teor: uma reunião de amigos onde estão presentes Caetano e Elis na chegada do ano de 1974. Resolvi brincar com alguns versos de canções gravadas pelos dois e os coloquei em algumas falas e narrativas, eles estão em itálico. Resolvi não colocar os diálogos em parágrafos com travessão para que o texto do pequeno conto fosse mais fluído. * * * Festa!   Alegria, alegria! 1974! Expectativas de um tempo melhor do que já foi. Gente, depois do Tri, depois de Londres, depois das guerrilhas, Parece que o tempo do chumbo grosso já passou. Afrouxaram o laço do pescoço....E essa tal  guerrilha,  minha gente, pra quê? Vamos vencer com a poesia e a canção... Elis vê o amigo no recinto festivo. Ai, caêtano, como   vai indo meu rei?  Tô caminhando sem lenço e sem documento , m...

Não tenho amigos de infância (Desilusões amorosas infantis)

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  ACHO TÃO LEGAL quando alguém diz sobre alguém: "Ah, ele é meu amigo de infância ". Eu não posso dizer o mesmo, pois todos os meus amigos de infância estão perdidos nas areias do tempo... Areias do Tempo é o título de um dos livros de Sidney Sheldon. Acho a expressão tão poética, tão forte, tão...areosa e temporal! Aproveitei para usar aqui...com  reticências para ficar legal. Adoro reticências...  Desde que nasci em 1964, até meus 14 anos, minha família morou em Aracaju, Salvador, Angra dos Reis, outra vez em Salvador, depois definitivamente no Rio de Janeiro. Coisas de pai militar.  Ou seja, um monte de amiguinhos de escola com os quais convivi nesse período, estão perdidos nas areias do tempo...olha, usei o termo outra vez. É redundância que se chama?  Dos oito aos doze, estava em Angra dos Reis. De lá lembro bem de um único amigo, meu vizinho, filho do seu Zezinho Caçador (que já apareceu por aqui na crônica Olha a Cobra! ) de nome Rose. Rose era um nome...

POUCAS E BOAS

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  PARA COMEÇAR 2025 SUAVE E AMENO,  VOU COMEÇAR COM AMENIDADES... ALGUM FANTASMA QUE PERDEU A MÃO? OU SERIA O MÃOZINHA DA FAMÍLIA ADAMS? A misteriosa foto de Belfast Essa misteriosa foto, foi feita em um antigo moinho na cidade de Belfast (Irlanda do Norte, Reino Unido)por volta de 1900. Na imagem, você pode ver um grupo de 13 funcionárias de pé e com os braços cruzados  em seu local de trabalho, no entanto, a foto contém um detalhe estranho...Na parte direita da imagem, no ombro direito de uma das meninas, está algo estranho: Uma mão que não pertence a nenhuma das meninas na foto. A mulher com a mão no ombro, foi reconhecida a alguns anos por sua neta, e chamava-se Ellen Donnelly. A neta de Ellen ficou feliz de rever a imagem de sua vó ainda jovem, mas ficou impressionada com a aparição da mão "extra" na foto.  Vários especialistas em fraudes digitais ao analisaram a imagem concluíram que ela é genuína, livre de edições. Até hoje, ninguém conseguiu explicar o ocorr...