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Mostrando postagens de agosto, 2026

Love Story 3: A Deusa

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  Manuela entrou no recinto como se deusa fosse, e deusa de fato era. O busto, um colosso. Dois colossos. A cintura delgada expandia-se em um quadril redondo, malemolente, sustentado por duas pilastras de pura carne e músculos torneados que se exibiam dentro de um vestido elegante. Se no deserto ele tivesse,  certeza pensaria sofrer de miragem. A Deusa dirigiu-se à atendente e ele acompanhou com o olhar - não podia deixar de fazê-lo. Assédio ocular? Não, seu objeto de adoração e lascívia. Quem adora uma Deusa não pode ser taxado de pecador. A atendente lhe sorriu simpática e disse seu nome: Manuela. Ela devolveu o sorriso e perguntou se o doutor Amaro já tinha chegado. Diante da afirmativa da atendente, Manuela levou seus colossos, cintura e pilastras em direção ao elevador. Quem seria o tal Amaro que a esperava? Ele não podia permitir que o maldito lhe perturbasse a contemplação. Impulsionado pelo coração, passou pela atendente, chegou ao lado dos colossos e disse: Você é a D...

Espelho, inimigo meu.

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  TODO MUNDO JÁ PASSOU, se já passou dos 60. Muitos passam já aos 40 ou 50. Aquele momento desafiador em que você se olha no espelho e percebe que tua cara jovem foi pras cucuias. Aquelas maçãs do rosto outrora firmes, agora teimam em provocar uma ruga na pele que está perdendo a briga contra a gravidade.  Confesso: fui um adolescente ultra-mega vaidoso. Tinha consciência de ser um menino bonitinho. ( minha mãe dizia que eu era, fica quieto! ). O espelho era meu amigo do peito nessa época. Antes de sair pra escola, antes de sair para algum passeio com os amigos ou antes de ir ver a namoradinha, eram horas em frente ao espelho. E joga o cabelo pra trás...e joga o cabelo pra frente...cabelo sempre foi meu fetiche. Fetiche de mim para mim mesmo...coisa meio de gay, né? Ou de mulher. (não há ofensa aqui, por favor). Eu usava vários cremes para deixar os cabelos brilhosos. Sim, inclusive a tal da brilhantina! Oh, época boa! E eu fazia, em frente ao meu amigo espelho, caras e bocas....

Daisy Bell

  JÁ OUVIRAM A MÚSICA "DAISY BELL"? E você sabia que ela se tornou o primeiro registro de uma canção cantada por um computador na história? . A gravação foi o primórdio da síntese de voz digital e da computação musical. E a gente (eu, pelo menos) achando que isso era coisa muito moderrrrna! Ali foi o início do  que viria ser a Suno. E como eu sabia disso? Não sabia. Ouvi meu filho ouvindo a música cantada pelo computador em 1961 e perguntei: "Que música é essa? Parece cantada com voz robótica...." ; "E é, pai, essa foi a primeira música cantada por um computador". E eu, "ah, é?"  . E fui pesquisar.  O evento aconteceu nos laboratórios da Bell Labs utilizando um mainframe IBM 7094, que era o computador mais potente da época. Abrindo um parêntese, quando ouço essa frase "computador mais potente da época" , lembro do meu poderoso top max ultra Pentium comprado em 1993 (se não me falha a memória, e ela sempre falha) com seus grandiosos 80...

Em busca da inteligência perdida

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  O blogueiro-desenhista-cronista-poeta-apaixonado Jotabe publicou esse quadro no seu blog e achei o conteúdo tão provocativo que nem comentei, só disse que ia escrever alguma coisinha sobre ele. Eu já tinha visto o quadrinho por aí e conhecia um pouco do pensamento antirreligioso do Russel .  Aqui  estou-me. Devo dizer que este texto será longo, então, esteja avisado. Se o assunto não lhe seduz, nem interessa, já pode parar de ler aqui pra não perder seu tempo. Viu como sou um cronista que zelo pelo tempo dos  leitores? O filósofo, lógico e matemático britânico Bertrand Russell (1872–1970) foi um dos críticos mais proeminentes, articulados e influentes do cristianismo e da religião organizada no século XX. Ele se definia filosoficamente como um agnóstico (pois considerava impossível provar a existência ou a não existência de Deus), mas afirmava que, na prática cotidiana, agia como um ateu , pois considerava a hipótese cristã altamente improvável.  Eu respeito...

Maurício Meirelles Azucrinando uma espécime da geração Z

  É CLARO que não vamos exigir que a moça saiba o que é um "bidê", mas a graça desse quadro é exatamente ver a reação de uma pessoa jovem a coisas que não fazem parte do seu mundo, do seu dia a dia. Eu, por exemplo, fiquei muito tempo sem entender o que era "Rosebud"...

Turritopsis dohrnii

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  Conheci hoje esse bichinho fantástico. Trata-se deu uma espécie de água viva. Nome científico, esse aí do título. Esse bicho tem uma característica peculiar: Ele consegue se rejuvenescer quase que infinitamente. Quando ele sofre algum ferimento, fome ou qualquer variação extrema, ele simplesmente se encolhe, absorve seus próprios tentáculos, indo se fixar no fundo do oceano.  Então começa sua mágica! Ele regride à fase de pólipo, que seria a sua infância; suas células adultas se transformam em células jovens e reinicia o ciclo do crescimento. De adulto, ele vira bebê, cresce e vira adulto de novo, até alguma coisa fazê-lo reiniciar seu ciclo de vida continuada! É claro que se algum predador devorar o bicho, não terá como ele rejuvenescer. Por tal capacidade, ficou conhecido como "agua-viva imortal".  Aí fiquei aqui matutando. Por que Deus (ou a Natureza) não deu para nós, humanos, tal capacidade? Eu mesmo já começaria a pensar no meu rejuvenescimento. Iria para um lugar...