domingo, 16 de agosto de 2026

Daisy Bell

 

JÁ OUVIRAM A MÚSICA "DAISY BELL"? E você sabia que ela se tornou o primeiro registro de uma canção cantada por um computador na história? . A gravação foi o primórdio da síntese de voz digital e da computação musical. E a gente (eu, pelo menos) achando que isso era coisa muito moderrrrna! Ali foi o início do  que viria ser a Suno.

E como eu sabia disso? Não sabia. Ouvi meu filho ouvindo a música cantada pelo computador em 1961 e perguntei: "Que música é essa? Parece cantada com voz robótica...." ; "E é, pai, essa foi a primeira música cantada por um computador". E eu, "ah, é?" . E fui pesquisar. 

O evento aconteceu nos laboratórios da Bell Labs utilizando um mainframe IBM 7094, que era o computador mais potente da época. Abrindo um parêntese, quando ouço essa frase "computador mais potente da época", lembro do meu poderoso top max ultra Pentium comprado em 1993 (se não me falha a memória, e ela sempre falha) com seus grandiosos 80 MB de HD e incríveis 8 MB de memória RAM!

Quem programou os vocais do experimento foram os cientistas John Kelly e Carol Lockbaum, e o pioneiro da música digital Max Mathews, desenvolveu o acompanhamento instrumental. O processamento era tão lento que o computador levava uma hora para renderizar os dados e gerar poucos segundos de áudio.

A música "Daisy Bell" foi composta em 1892 pelo compositor anglo-irlandês Harry Dacre. A primeira gravação conhecida foi feita em 1893 por Dan W. Quinn.

E como o Youtube é uma coisa maravilhosa onde você encontra quase tudo o que já se gravou no mundo, lá encontrei tanto a canção original de 1893 quanto a que foi gravada pelo computador IBM. Ei-las:


A original 


A gravada pelo computador IBM em 1961



Tradução da letra:


Daisy Bell

Daisy Bell

Há uma flor em meu coração

Uma margarida, uma margarida

Daisy, daisy

Plantada um dia por um olhar penetrante

Dado por Daisy Bell

Se ela me ama ou não

É difícil dizer

Mas anseio por compartilhar a sorte

Da bela Daisy Bell

Nós iremos juntos, como homem e mulher

Daisy, Daisy

Daisy, Daisy

Pedalando pela estrada da vida

Eu e a minha Daisy Bell

E quando a estrada estiver escura, desdenharemos

Dos policiais e dos postes de iluminação também

Há luzes brilhantes nos olhos deslumbrantes

Da bela Daisy Bell

Daisy, Daisy, me dê sua resposta, sim

Estou meio louco de tanto amor por você

Não será um casamento elegante

Não posso pagar uma carruagem

Mas você ficará tão linda

No assento de uma bicicleta de dois lugares

Ficarei ao seu lado na alegria e na tristeza

Daisy, Daisy

Daisy, Daisy

Você será o sino que eu tocarei, você sabe

Doce Daisy Bell

Você assumirá a direção em cada passeio que dermos

Então, se eu não me sair bem

Permitirei que você use o freio

Minha bela Daisy Bell

Daisy, Daisy, me dê sua resposta, sim

Estou meio louco de tanto amor por você ...



19 comentários:

  1. Que linda essa Dayse Bell _ li que era também conhecida como 'Bicicleta para dois'
    e confesso que nessa época não era íntima de computador ,mal lembro de um
    rádio no quarto do irmão.. Tem várias histórias com essa letra romântica.
    Confesso também gostar muito das '"Crônicas do Edu" ,Beijinhos e boa semana.

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  2. Não sabia disso! Blog também é cultura! Gostei! abração, linda semana! chica

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  3. É simpática a versão robótica! Gostei dela.
    Nunca tinha ouvido falar da música e dessa história toda. Agradeça à fonte, seu filhote!
    Beijo Edu

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  4. Muito interessante, desconhecia a história.
    Agora é muito mais fácil, com uma letra a IA constrói uma música em segundos.
    O meu primeiro computador foi um SPECTRUM, com 47K de memória RAM... o armazenamento de programas e ficheiros era feito em cassetes audio...
    Boa semana caro amigo.
    Um abraço.

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  5. Que post mais interessante e curioso. Obrigado por esse toque de cultura na minha segunda-feira.

    Boa semana!

    O JOVEM JORNALISTA está em Hiatus de inverno entre 03 de agosto à 07 de setembro, mas comentaremos nos blogs amigos. Mesmo em Hiatus, o JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  6. Olá grande Eduardo! Que história fascinante, não fazia a menor ideia! Brutal o esforço que era em 1961. É pá, levar uma hora inteira para renderizar poucos segundos de áudio... enquanto hoje geramos músicas completas em segundos com a IA. 🙄 Muito fixe ver como essa semente do Bell Labs deu origem a tudo o que temos hoje. Ponto extra para a curiosidade do seu filho pela descoberta! Um forte abraço e uma ótima semana! 😊

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  7. Que artigo musical interessante Edu, com uma ótima pesquisa de campo!!
    Realmente o YouTube é uma dádiva no quesito de encontramos tudo o que precisamos a respeito de música! É algo fora de série!!
    A letra da música é muito interessante, a melodia é super divertida e fala em pedalar pela estrada da vida. Eu que estou com trauma de pedalar em razão da queda de bike que tive há duas semanas, por isso estava afastadas dos blogs.
    Mas estou em franca recuperação dos ferimentos, apenas confio um pouco menos na humanidade e nas pessoas.
    Ah e parabéns pela atualização da foto no perfil do blog, é sempre bom renovar, pois mostra que está sempre evoluindo e construindo o blog todos os dias!!
    Abraços e ótima semana!!

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  8. Taí uma coisa que eu não tinha a menor ideia.

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  9. Até chegar ao vídeo na música, eu só consegui sentir em minha cabeça um novelo emaranhado, juro, eu já estava me chateando com tantas informações de que não iriam mudar nada em mim, quando aquela voz chorosa começou a canção. Agora sim, a musiquinha da Daisy, faz todo sentido. Se eu não me engano havia um comercial pelas rádios com essa musiquinha, mas não sei. A idade me surpreende como seu filho lhe surpreendeu com a Daisy. Boa! valeu pela lembrança da musiquinha! Grande abraço!

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  10. Edu,
    É sempre bom sabermos que nada
    é de fato novo ou inédito.
    Adorei a matéria.
    Bjins de ótima semana toda.
    CatiahôAlc.

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  11. Aliás, tem música lá
    no Espelhando, citando
    o tudo novo di novo.
    E adorei a sua foto
    de marrento.

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  12. Agora eu vou matar dinossauro a pau! Sabia que usaram essa melodia para um comercial do xarope "Fimatosan"? Antigo pra kawaka: "Melhora seu apetite, afastando a bronquite. Fimatosan melhor não tem, é o amigo que lhe convém. Fimatosan!" Não me lembro como começa mas é exatamente assim.

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  13. Eduardo, não conheço a música. Isso mesmo, não conheço.
    Eu vivo escutando música americana, mas essa não conheço.
    Acho maravilhoso ser aproveitada pela Inteligência artificial.

    Sim, os exames de imagens e no sangue devem ser feitos a cada 6 meses.
    Faço assim e indico assim para meus pacientes.
    Abraço,

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  14. Olá Edu
    Não sabia de nada disso
    Obrigada por compartilhar
    Abraço boa semana

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  15. Oi, Edu, estou sabendo agora, aqui tem de tudo e levo uma ótima explicação.
    Gostei muito da postagem! A burrice tem limites, kkk.
    Um ótimo fim de semana pra vocês, paz e saúde sempre!
    Abracitos.

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  16. Olá, Eduardo
    Muita novidade por aqui!
    Não sabia disso, dessa de o comutador produzir música
    e cantar. Mas agora tudo acontece, não é?
    Conheci um dos computadores da IBM, a programação era
    feita no momento conforme o trabalho a realizar, com a introdução
    dos cabos nos sítios certos. Esses computadores liam cartões
    perfurados por funcionárias perfuradoras e depois verificadas
    por outras...saindo depois grandes listas desse trabalho.
    Já se passou tanto tempo que não sei bem como explicar...
    Bom fim fim de semana.
    Abraço
    Olinda

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  17. I had no idea that Daisy Bell had such a fascinating history behind it. The thought of a computer taking an entire hour just to produce a few seconds of singing is incredible when you think about how effortlessly we can generate music now. I also loved the way you discovered this through your son, because sometimes the most interesting pieces of history come from the most ordinary conversations. It makes you realise just how far technology has travelled in such a short time.

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Oi. Se leu e gostou,
Obrigado e volte sempre!
Se não gostou, perdoe-me a falta de talento "escriturístico..."

Meditabunda

Era dado  a falar e escrever na mais pura norma culta da língua. Ele era vernacular. Perdoem-me se não estou à altura de narrar brevemente, ...