Às vezes me pego pensando porquê eu sou eu e não você. Penso como seria não ser eu e como seria ser você. Ou ser o seu Joaquim da padaria. Esse negócio de sermos o que somos sempre me impressionou. O que eu seria (ou não seria) se Carlos Diogo e Valda Medeiros não se encontrassem. Haveria eu ou eu nasceria de outra barriga? Da barriga da dona jovência, por exemplo, que no caso era a bisavó da minha esposa? Mas aí o eu da minha esposa não existiria ou existiria em outro corpo, em outro lugar? Não sei bem como é ser eu e fico impressionado como seria ser você. Que voz é essa que fala em nossas cabeças, que pensa, reflete e argumenta? Quem sou, quem somos nós, se como cantou Raul, se hoje sou estrela amanhã já se apagou...? Sei que filósofos e psicanalistas se aprofundaram no assunto mas para mim, o eu será sempre um mistério. ************************ Ando meio ocupado. Estou um pouco ausente em comentar nos blogues que sigo. O grande blogueiro-escritor-cartunista André Mansim...
Vinha andando, assobiando uma música dos Ramones, quando encontrei uma lâmpada daquelas das histórias de Aladim! Peguei a lâmpada e fiz o que manda o figurino: Esfrequeia-a. Claro que o gênio, numa fumaça preta, saiu de lá de dentro. Se espreguiçou levantando os braços e emitindo um "ahhhhh".. . me encarou e disse: — Até que enfim! Não aguentava mais dormir, acordar, dormir....sem uma saidinha. — Cacete....!! Tu é um gênio mesmo? — Não, sou a Cleópatra... Encontrei um gênio sarcástico. Olhou em volta tentando se localizar. — Que lugar é esse? — Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, América do Sul... — Tá, tá, já entendi. A última vez que sai da Lâmpada foi em Bagdá....em que ano estamos? — 2026, depois de Cristo. — Depois de Cristo? Ou depois de Maomé? — Depois dos dois, seu gênio. Sorriu feliz quando avistou a praia. Soltou uma gargalhada e começou a andar em direção às areias de ...