quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Da Série: Coisas que Minha Mãe Dizia

 




Quando se é criança tem coisa melhor do que ganhar brinquedo? É frustrante para uma criança ganhar uma roupinha de aniversário. Roupa não, brinquedo! -  parece ser o grito estampado no rosto do infante. 

Durante 5 anos que  meu pai serviu na Base Naval de Aratu, em Salvador, BA, a base promovia festividades para os familiares dos militares.  Todas as crianças ganhavam brinquedos. Esperávamos ansiosos o Natal chegar para que meu pai levasse a família para as festividades já na expectativa de qual brinquedo ganharíamos. No ano mais memorável, a Base fez um passeio de navio pra todo mundo. Foi uma festa. Um monte de adolescentes e pré-adolescentes  deslumbrados com o navio cortando as ondas do mar. Depois da festa, em casa, era hora de brincar com os presentes ganhos. Brincava, brincava, brincava e...sempre acontecia de se quebrar um brinquedo. E aí, já sabíamos que viria a frase certeira da minha mãe: "Ganhou hoje e já quebrou!"


sábado, 7 de fevereiro de 2026

Eu Comigo Mesmo

 


Às vezes me pego pensando porquê eu sou eu e não você. Penso como seria não ser eu e como seria ser você. Ou ser o seu Joaquim da padaria. Esse negócio de sermos o que somos sempre me impressionou. O que eu seria (ou não seria) se Carlos Diogo e Valda Medeiros não se encontrassem. Haveria eu ou eu nasceria de outra barriga? Da barriga da dona jovência, por exemplo, que no caso era a bisavó da minha esposa? Mas aí o eu da minha esposa não existiria ou existiria em outro corpo, em outro lugar? Não sei bem como é ser eu e fico impressionado como seria ser você. Que voz é essa que fala em nossas cabeças, que pensa, reflete e argumenta? Quem sou, quem somos nós, se como cantou Raul, se hoje sou estrela amanhã já se apagou...? Sei que filósofos e psicanalistas se aprofundaram no assunto mas para mim, o eu será sempre um mistério.


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Ando meio ocupado. 

Estou um pouco ausente em comentar nos blogues que sigo. O grande blogueiro-escritor-cartunista André Mansim, desafiou seus leitores blogueiros a fechar os comentários de seus blogues pra ver o que acontecia. Olha, eu sempre quis fazer isso. Será que se eu deixar de visitar alguém por umas duas semanas e não comentar nenhum dos seus textos, ela vai fazer a mesma coisa comigo? Acho que sim, é assim que funciona a tal blogosfera e tudo bem.

Preciso me concentrar em escrever um livro que estou escrevendo há uns 20 anos! Sou muito preguiçoso e faltoso de talento em escrever histórias longas, daí a coisa estar empancada. A mesma facilidade que tenho em escrever um continho, uma cronicazinha, tenho na dificuldade  em escrever textos longos. 

MAS PRECISO ESCREVER ESSE LIVRO!!!! Eu prometi escrevê-lo para meu pai e meu pai já se foi...já não é o que tinha sido. Sinto-me profundamente envergonhado, mas a família ainda me cobra o livro, pois seria uma biografia romanceada dos meus pais. Vou tentar, prometo.

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POIS ENTÃO, vou me ausentar um pouco. Não vou deixar de ler meus blogues preferidos, mas acontecerá de não ser todos dias e eu poderei não comentar nada ou apenas dizer um "oi".

E vou fechar meus comentários. 

Se você vem aqui apenas para comentar e esperar a minha retribuição, fique tranquilo/a, não precisará mais fazê-lo.  Se continuar lendo as besteiras que escrevo, será por livre vontade não retributiva. 

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Gênio Aposentado

 




Vinha andando, assobiando uma música dos Ramones, quando encontrei uma lâmpada daquelas das histórias de Aladim! Peguei a lâmpada e fiz o que manda o figurino: Esfrequeia-a.

Claro que o gênio, numa fumaça preta, saiu de lá de dentro. Se espreguiçou levantando os braços e emitindo um "ahhhhh"... me encarou e disse:

 —  Até que enfim! Não aguentava mais dormir, acordar, dormir....sem uma saidinha.

 —  Cacete....!! Tu é um gênio mesmo?

 —  Não, sou a Cleópatra...

 Encontrei um gênio sarcástico. Olhou em volta tentando se localizar.

 —  Que lugar é esse?

 —  Copacabana, Rio de Janeiro, Brasil, América do Sul...

—  Tá, tá, já entendi. A última vez que sai da Lâmpada foi em Bagdá....em que ano estamos? 

—  2026, depois de Cristo.

—  Depois de Cristo? Ou depois de Maomé? 

— Depois dos dois, seu gênio.

Sorriu feliz quando avistou a praia. Soltou uma gargalhada e começou a andar em direção às areias de Copacabana. Fui atrás.

— Ei, espera, e meus três pedidos?

— Hiii, isso já acabou faz tempo.

— Como assim, acabou?

— Me aposentei já tem mais de mil anos.

— Mas logo agora que eu te encontro? Que azar! Não dá pra abrir uma exceção?

— Nem que eu quisesse. Meus poderes já se extinguiram, estou aposentado, como já disse; só esperava a hora de alguém me libertar de vez para eu curtir minha aposentadoria! Muito obrigado.

Deu as costas e foi embora. Fiquei lá, olhando o sujeito ir andando todo serelepe em direção ao mar. Eu com a lâmpada na mão. É muito azar, pelo menos eu poderia ter libertado a Jeannie, adoraria ir à praia com ela.







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homenagem às histórias de gênios e às histórias de Jeanie e da Feiticeira que eu amava assistir quando adolescente.


Da Série: Coisas que Minha Mãe Dizia

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