quinta-feira, 26 de março de 2026

UMA IRANIANA

 



"As pessoas preferiram morrer a continuar vivendo sob este regime", diz escritora iraniana Azar Nafisi


Do exílio nos EUA, autora do best-seller ‘Lendo Lolita em Teerã’ conta como mantém a esperança em dias de guerra e violência ‘de todos os lados’ em seu país


Por Marcelo Ninio

Apesar de tudo, Azar Nafisi ainda acredita no poder da imaginação. Autora do best-seller “Lendo Lolita em Teerã” (Record), testemunho lírico e dolorido da literatura como refúgio do totalitarismo teocrático, Nafisi acompanha a guerra no Irã angustiada e com uma sensação de impotência. Mas não perde a esperança em dias melhores no país em que nasceu e de onde se sentiu forçada a sair diante da repressão do regime islâmico.

Em seu livro mais famoso, traduzido para 32 idiomas e que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias em todo o mundo, Nafisi, de 77 anos, desafia o leitor a imaginar um cena: um grupo de mulheres reunidas clandestinamente num apartamento em Teerã para ler e discutir obras vetadas pelas autoridades religiosas — como o clássico do escritor russo Vladimir Nabokov. A história começa quando ela perde a liberdade de lecionar literatura na Universidade Allameh Tabataba’i, diante das restrições impostas pelos clérigos.

Surge então o clube de leitura organizado por Nafisi em sua casa, que se torna o enredo de não-ficção do livro. Hoje, seu exercício de imaginação é sonhar com um Irã democrático, em que a autocracia dos aiatolás seja página virada, um país livre para exercer sua vocação poética...




Extraído e adaptado de uma publicação no jornal O Globo.


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O MUNDO ESTARIA BEM MELHOR sem todos os regimes teocráticos muçulmanos e também sem Trump na Casa Branca. Por outro lado, apesar de Trump, já passou da hora das potências democráticas do Ocidente derrubarem o regime assassino iraniano pois teriam todo apoio do bom e milenar povo persa, que  tinham um regime com bastante liberdade antes da malfadada revolução islâmica. 

Uma cosia que jamais entenderei é porque as pessoas da esquerda progressista identitária como LGBTs e feministas, apoiam um regime que mata pessoas LGBTs e cala, prende e mata qualquer mulher iraniana que ouse levantar a voz contra o regime. Igualmente faz nosso atual governo que em nome de uma tal de "autodeterminação dos povos" defende o regime dos Iatolás e relativiza os grupos terroristas que querem destruir o Estado de Israel. Aliás, desconfio: em nome do ódio que sentem pelo Estado de Israel, progressista e democrático que "oprime a Palestina" e contra o "império capitalista" americano aliado a Israel, vale até se aliar a quem lhes mata.  

Os donos do Regime aceitam de bom grado esse apoio, desde que seja de idiotas úteis ocidentais.


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ABAIXO, UMA MOSTRA DO QUE O REGIME TOTALITÁRIO TEOCRÁTICO FEZ COM AS MULHERES:




Antes da revolução...







Depois da revolução...






terça-feira, 24 de março de 2026

SOLUCIONÁTICA

 



DADÁ MARAVILHA foi a prova cabal futebolística de que pra ter sucesso no esporte e fazer gol como quem bebe água, não precisa ter a técnica de um Zico, a malandragem de um Romário, a magia de um Ronaldinho Gaúcho ou Ronaldo Fenômeno e nem a genialidade de um Pelé ou de um Messi ou Maradona. 

Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha, foi uma das figuras mais folclóricas e letais da história do futebol brasileiro. Ele não era um primor técnico com a bola nos pés, mas tinha um faro de gol e uma impulsão que desafiavam as leis da física.

Começou tarde no futebol aos 19 anos no clube aqui do meu bairro, o Campo Grande Futebol Club (que já foi maior do que é hoje).

Foi ídolo no Atlético-MG: É o segundo maior artilheiro da história do Galo (211 gols). Foi o herói do título do Brasileirão de 1971, marcando o gol da vitória na final contra o Botafogo.

Copa de 1970: Foi convocado para o Tri no México, diz a lenda, por uma sugestão direta do presidente Emílio Médici ao técnico Zagallo (o que gerou a famosa frase de Zagallo: "O presidente escala o ministério, eu escalo o time"). Dadá não jogou, mas é campeão mundial.

Números Impressionantes: Marcou 926 gols na carreira. Em 1976, jogando pelo Sport, ele marcou 10 gols em uma única partida (contra o Santo Amaro). Ele conta que disse para o rei Pelé: "Pelé, eu vou bater seu record, você tem 8 gols em uma partida e eu vou fazer mais" - e fez.



Dadá ficou também conhecido pela capacidade de construir frases memoráveis. Talvez a mais famosa seja:  "me venha com a problemática, que eu tenho a solucionática". Problemática é uma palavra do vocabulário acadêmico filosófico, mas Dadá a usou de forma irreverente e folclórica para destacar a sua incrível capacidade de resolver jogos difíceis com seus gols.

Outra frase célebre foi: "Só três coisas param no ar: Beija-flor, Helicóptero e Dadá Maravilha" - isso porque de fato, sua impulsão foi lendária, que o permitia "parar no ar".

Dadá entendia de marketing antes mesmo do termo ser popular no futebol. Ele usava a terceira pessoa para falar de si mesmo:

Sobre sua técnica: "Não existe gol feio, feio é não fazer gol."

Sobre sua autoconfiança: "Com o Dadá em campo, não tem placar em branco."

Sobre sua origem: "Eu não aprendi a jogar futebol porque perdi muito tempo fazendo gols."

Ele costumava dizer que "Dadá não corre, Dadá se desloca", enfatizando que o importante era estar no lugar certo em campo.

Chegou a ser o artilheiro do Campeonato Brasileiro por três vezes em dois clubes diferentes. 

DADÁ MARAVILHA continua firme e forte aos 80 anos completados em março deste ano.





Só encontrei vídeos muito ruins no Youtube com gols de Dadá. Escolhi o menos pior.




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UMA IRANIANA

  "As pessoas preferiram morrer a continuar vivendo sob este regime" , diz escritora iraniana Azar Nafisi Do exílio nos EUA, autor...