"As pessoas preferiram morrer a continuar vivendo sob este regime", diz escritora iraniana Azar Nafisi
Do exílio nos EUA, autora do best-seller ‘Lendo Lolita em Teerã’ conta como mantém a esperança em dias de guerra e violência ‘de todos os lados’ em seu país
Por Marcelo Ninio
Apesar de tudo, Azar Nafisi ainda acredita no poder da imaginação. Autora do best-seller “Lendo Lolita em Teerã” (Record), testemunho lírico e dolorido da literatura como refúgio do totalitarismo teocrático, Nafisi acompanha a guerra no Irã angustiada e com uma sensação de impotência. Mas não perde a esperança em dias melhores no país em que nasceu e de onde se sentiu forçada a sair diante da repressão do regime islâmico.
Em seu livro mais famoso, traduzido para 32 idiomas e que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias em todo o mundo, Nafisi, de 77 anos, desafia o leitor a imaginar um cena: um grupo de mulheres reunidas clandestinamente num apartamento em Teerã para ler e discutir obras vetadas pelas autoridades religiosas — como o clássico do escritor russo Vladimir Nabokov. A história começa quando ela perde a liberdade de lecionar literatura na Universidade Allameh Tabataba’i, diante das restrições impostas pelos clérigos.
Surge então o clube de leitura organizado por Nafisi em sua casa, que se torna o enredo de não-ficção do livro. Hoje, seu exercício de imaginação é sonhar com um Irã democrático, em que a autocracia dos aiatolás seja página virada, um país livre para exercer sua vocação poética...
Extraído e adaptado de uma publicação no jornal O Globo.
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O MUNDO ESTARIA BEM MELHOR sem todos os regimes teocráticos muçulmanos e também sem Trump na Casa Branca. Por outro lado, apesar de Trump, já passou da hora das potências democráticas do Ocidente derrubarem o regime assassino iraniano pois teriam todo apoio do bom e milenar povo persa, que tinham um regime com bastante liberdade antes da malfadada revolução islâmica.
Uma cosia que jamais entenderei é porque as pessoas da esquerda progressista identitária como LGBTs e feministas, apoiam um regime que mata pessoas LGBTs e cala, prende e mata qualquer mulher iraniana que ouse levantar a voz contra o regime. Igualmente faz nosso atual governo que em nome de uma tal de "autodeterminação dos povos" defende o regime dos Iatolás e relativiza os grupos terroristas que querem destruir o Estado de Israel. Aliás, desconfio: em nome do ódio que sentem pelo Estado de Israel, progressista e democrático que "oprime a Palestina" e contra o "império capitalista" americano aliado a Israel, vale até se aliar a quem lhes mata.
Os donos do Regime aceitam de bom grado esse apoio, desde que seja de idiotas úteis ocidentais.
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ABAIXO, UMA MOSTRA DO QUE O REGIME TOTALITÁRIO TEOCRÁTICO FEZ COM AS MULHERES:




Infelizmente elas precisam muiiiiita criatividade para poder sonhar e esperar melhoras nessa vida pos lá! Triste ! abraços, chica
ResponderExcluirNão há nada de muito diferente no mundo, apenas vivemos nesta época.
ResponderExcluirOs EUA sempre se metendo em guerra e invadindo os outros por interesses próprios, ou melhor, por bondade e proteção ao mundo.
O pessoal do Oriente Médio sempre numa guerra: desde que me entendo por gente nunca teve uma época de paz por ali.
A religião matando gente em nome de Deus, enquanto seus líderes fazem exatamente o contrário do que pregam.
O ser humano deu errado. Todo mundo só pensa em si mesmo. E tudo bem explodir o vizinho porque ele torce pro Palmeiras e eu torço pro Vasco.
Outro dia vi alguém comentar que explodiram uma escola de meninas no Irã e matou mais 150. Ninguém falou nada. Não teve repercussão. Se a escola fosse nos EUA, iam colocar o nome e a foto de cada uma das meninas na TV, ia ter entrevista com a família falando dos sonhos das crianças, falariam do absurdo que é matarem crianças.
Mas como eram crianças iranianas, não eram tão importantes assim.
Idolatramos os EUA. Até o dia que eles resolverem invadir a gente tb.
E aí, xará!
ExcluirNão vou discordar diretamente dos seus argumentos.
Apesar da nação americana ter nascido com a missão autoimposta de ser um farol de bons valores para o mundo (Destino Manifesto), eles falharam em vários momentos.
De qualquer forma, confesso que admiro a cultura americana. Como não admirar tudo o que eles fizeram na literatura, no cinema, na tecnologia, etc?
Já o Irã da mesma forma tem uma história rica. Também já foram um grande império. Hoje, não passam do maior desestabilizado da paz no Oriente Médio. Financiam o terrorismo pelo mundo, principalmente contra os valores ocidentais.
A revolução islâmica não trouxe nada de bom para o povo iraniano.
Apenas uma parte ínfima das pessoas ligadas ao Xá viviam como nas imagens em anexo (algumas, elaboradas pelo governo americano). A maior parte da população, xiita, não queria o Xá. O Irã servia de fonte de petróleo para Israel e os EUA. O Xá tinha sua segurança privada realizada pelos EUA e pela Savak (agentes do Mossad, logo, de Israel). Ou seja: 90% da população era colocada de escanteio e rejeitada pelo próprio Xá.
ResponderExcluirEnfim: essa conversa iria longe... Mas me limito a este comentário.
Abraços
Neófito, eu me limitei a apontar o grau de liberdade que as mulheres tinham antes da revolução teocrática.
ExcluirNão tinham. 90% já era xiita. Liberdade ocidental não faz parte da cultura xiita. Uma ínfima parcela de mulheres alinhadas à nobreza é que tinham uma alegada liberdade. Aliás, repito: esse material é questionável. Hj, o próprio Mossad não nega que comandava o Irã. E o Mossad produz desinformação.
ExcluirDentre os xiitas, papéis de gênero são bem definidos.
"Ah o mundo poderia ser melhor etc". Claro. Mas nunca foi e nem será.
Neófito, é verdade que a liberdade ocidental não era de todas mas eram de muitas e estavam disponíveis a todas. Tudo dependia da religiosidade, família, tradição de algumas mulheres, mesmo xiitas. O Xá Reza Pahlavi, modernizou e ocidentalizou o Irã. Sim, ele tinha relações carnais com americanos e israelenses mas a questão da liberdade feminina que aponto aqui, nem se compara com o que é hoje no Irã dos Iatolás. Não eram obrigadas a usar véu (mas muitas usavam por tradição), podiam ir normalmente a cinema e eventos "masculinos". Não há dúvida que ele implantou várias medidas que beneficiaram as mulheres e isso era inconcebível a alas mais radicais do Islã. Como é hoje.
ExcluirConcordo com os comentários do seu xará e do Neófito. Eu não sou contra Israel, mas quando os fundamentalistas cismam de "recompor" a Terra Prometida eu enlouqueço, pois é a crença religiosa (e filhadaputagem também) que santifica e chancela as anexações de terras ocupadas por outros povos. Para mim, Israel é um estado teocrático light. Quanto ao Irã, fico me perguntando por que aceitaram ser dirigidos pelos aiatolás. Se a maioria da população não estivesse com xáco cheio (desculpe!) do Xá, o Khomeini não teria nadado de braçada no radicalismo teológico mais extremo. E terrorismo baseado em crença religiosa é a pior forma de terrorismo (não há terrorismo bom). Finalmente, quanto ao Trump, só acho que precisamos reescrever a parte da Bíbli que fala dos cavaleiros do Apocalipse: não são mais só quatro, pois ele é o quinto. Como disse seu xará, "o ser humano deu errado". A espécie humana é um equívoco da natureza. Por isso eu olho com simpatia a ideia de um asteroide arregaçar o planeta. Afinal, as baratas têm o direito de se desenvolver sem a ameaça de um chinelo ou inseticida.
ResponderExcluirIsrael nunca teve um governo teocrático que impusesse as leis da Tora a toda população. Israel anexou áreas no contexto de guerras contra países árabes e já devolveu a maior parte nos tratados de paz mediados pelos EUA.
ExcluirComplementando: as Religiões sempre foram, são ou podem continuar a ser a versão planetária, global de Dr. Jeckill and Mr. Hyde, do médico e do monstro.
ResponderExcluirDudualdo Bú, esse assunto é complicadissimo.
ResponderExcluirExiste uma faláscia brasileira, que os radicais de esquerda inventaram que é a expressão: LUGAR DE FALA.
Segundo essa faláscia, se você é negro, gay e pobre, mas se identifica com a direita e diz que nunca sofreu preconceito, então você não tem lugar de fala, nas questões racismo e homofobia.
Mas nesse caso, onde não vivemos na realidade de iranianos, israelenses, palestinos etc, eu acho que tudo o que nós falamos, falamos sob o prisma de quem nos conta.
A grande mídia fala para manipular.
Nós somos manipulados e não adianta falar que não somos.
Vou te mandar no particular alguns vídeos muito legais de um canal que sigo no Youtube de um rapaz que viaja o mundo experimentando as comidas de rua dos países.
Ele foi no Irã uns 20 dias antes da guerra.
Observe bem.
Vai gostar.
Eu coloquei a visão de uma iraniana exilada. Acho que ela tem o tal lugar de fala.
ExcluirOi, Eduardo! Assunto delicado e espinhoso pois envolve a cultura, religião, políticas e desavenças históricas naquela região do globo terrestre. Infelizmente nunca haverá concordância e paz pra esse povo tão sofrido e cheios de si, não? Um abraço!
ResponderExcluirOlá, Eduardo
ResponderExcluirO mundo está muito complicado.
Desenlear esta história é algo de hercúleo.
Entrar na cabeça das pessoas e nos seus
sentimentos religiosos leva a que nos enterremos
ainda mais. A História das Religiões leva-nos por
caminhos ínvios e perigosos.
Tudo se faz em nome de Deus, seja qual for, mesmo
matando.
Compreendi o ponto de vista da Iraniana exilada e
solidarizo-me com ela. Não há pior situação do que
não ter liberdade para exprimir as próprias ideias.
Bom fim de semana, amigo.
Abraço
Olinda
Oi, Eduardo. É com muita tristeza que acompanho as sobre a guerra e os regimes totalitários. Tem dias que é difícil até ter esperança que algo irá mudar.
ResponderExcluirTenha uma boa semana!
Até breve;
Helaina (Escritora||Blogueira)
https://hipercriativa.blogspot.com (Livros, filmes e séries)
https://universo-invisivel.blogspot.com (Contos, crônicas e afins)
Lamentável que nos dias que correm, essa ainda seja uma realidade!
ResponderExcluirBjxxx,
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É algo a se refletir. A guerra só traz danos para as pessoas.
ResponderExcluirBoa semana!
O JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!
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Até mais, Emerson Garcia