ALGUÉM PODERIA SUPOR ao ler o título que estarei a falar sobre o curioso e enigmático dogma cristão da SANTÍSSIMA TRINDADE por conta das últimas publicações em espírito natalino ou "transcendental" - mas não. Quero falar de outra Trindade, de uma ilha.
Mas não vou discorrer sobre a ilha, quero convidar-vos a assistir a um Globo Repórter de 1984 e conhecer sobre o que estou falando. Só para pontuar, Trindade é uma ilha ocupada pela Marinha do Brasil, já que fica em posição estratégica para o país. Em 1983 meu pai, então sargento da ativa da Marinha, iria compor a guarnição que ficaria na Ilha por 4 meses.
A produção do Globo Repórter iria fazer uma reportagem sobre Trindade (depois dessa creio que já fizeram mais 3) e contatou meu pai (Carlos Diogo) para que ele fosse um dos personagens da reportagem. Convite aceito - meu pai adorava um palco - a equipe do repórter Hermano Henning marcou o dia e foi lá em casa filmar a participação dos meus pais.
Foi um acontecimento para a família tanto no Rio, quanto em Natal e Salvador ao ver meus pais saindo na GLOBO!!
Somente anos depois consegui uma cópia do programa e fiquei indignado que o formato analógico da cópia do programa tinha cortado metade do meu corpo em uma das cenas onde eu apareci por uns segundos. Só apareço depois na janela dando adeus para o meu pai, simulando uma despedida.
O Globo Repórter fez um belo trabalho, com participação de outros militares e com a história triste de um sargento que morrera afogado em um dos pontos perigosos da ilha naquele mesmo ano.
13 de dezembro é dia do Marinheiro, então fica a postagem como homenagem. À época da reportagem eu também já estava na Marinha e um mês depois também fui à ilha em um navio de abastecimento e fiquei lá por três dias com meu pai. Foi um momento que guardo com carinho na lembrança.
Assistam até o fim, é um programa legal.
Olá, Eduardo!
ResponderExcluirGostei muito da reportagem.
A tartaruga, o balão e o cemitério ...
O retorno é emocionante.
A tristeza da viuva que não teve a alegria do retorno do esposo.
Meu Deus, que reportagem bela!
Uma ilha do Estado onde moro.
Muito obrigada por partilhar algo da sua família
Tenha dias abençoados!
Abraços fraternos
Olá, Eduardo
ResponderExcluirUma reportagem que fala da vida e dos seus sacrifícios.
Gostei muito de saber da ilha da Trindade e da importância
que ela tem. Vi um pouco da manga da sua T-shirt branca
e da janela o seu meio aceno.:)
Estive a ler o post abaixo, "És", e adorei ouvir a voz potente
e bela de Victorino Silva. De gospel tenho a referir alguns
registos norte-americanos, precisamente da década que indica.
Abraço
Olinda
Que legal Dudualdo! E eu aqui nem imaginava que tinha um amigo famoso. Ator Global, de quando a Globo não era vira-latas.
ResponderExcluirVou assistir!!
Que interessante partilha, Eduardo
ResponderExcluirGostei!
Um grande abraço
Verena.
Vi o vídeo de princípio ao fim e gostei muito. Sinceramente, fiquei a conhecer o destacamento de 40 marinheiros a cada 4 meses para a Ilha Trindade que já conhecia mas imaginava desabitada e nem a sabia pertença do Brasil.
ResponderExcluirEstamos sempre a conhecer e a aprender.
Penso haver maiores e mais dolorosas formas de vida solitária. Esses 40 homens têm todos as suas atribuições e tarefas a cumprir, para além de, nos momentos vazios, puderem confraternizar entre si, falar das suas vidas e das respectivas famílias. Já para não falar na compensação monetária, que também tem o seu peso nessa decisão. Claro que olhar em volta e só ver água, dia após dia, se torna tão monótono que ao fim de 120 dias, já estão saturados.
Resumindo e concluindo, Eduardo, só tenho a agradecer-lhe ter-me enriquecido com esta partilha. Obrigada!
Um abraço.
Mas que chique e importante esse meu amigo!
ResponderExcluirLinda reportagem e imagino a alegria do teu pai!
Bela homenagem nesse dia! abração, chica
Olá grande Eduardo!
ResponderExcluirO seu pai era, sem dúvidas, um homem muito corajoso! Deve ter sido um orgulho enorme ter visto o seu pai na reportagem! 🤗
Abraços e tenha um ótimo final de dia! :)
Rapaz, assediando a tartaruga...
ResponderExcluirsabia que algum gaiato ia dizer isso...
ExcluirMuito linda a ilha de Trindade e o vídeo do anos 80 deu a dimensão de como os marinheiros ficavam isolados em meio ao oceano. Impressiona. Com certeza,era também uma experiência de vida, fascinante. Claro, com toda a solidão e os perigos que poderia surgir., eles sobeviviam. Um orgulho esse seu pai !
ResponderExcluirPassei também pela publicação anterior e gostei da colocação sobre a música gospel que lembra meu tempo de coral na igreja.
É o fim do Ano que sempre nos deixa nostálgicos , não é ?
Um abraço ,Edu
Fim de ano é assim mas eu sou sempre nostálgico..rs
ExcluirAdoro a palavra natalino
ResponderExcluir🙂
Em Portugal natalino é um nome próprio
Relativo ao natal diz ss natalício
Tô contigo e não abro! Parabéns pela joia, que guardas com muito afeto, amor e respeito! Grande pessoa, seu pai! Vi com carinho seu vídeo e por incrível que pareça, estivemos falando do meu pai que eu não conheci, (pois faleceu quando eu era um bebê) por aqui e hoje postando no Face, minha sala de jantar, na mesa uma toalha que minha bisavó fez para minha mãe, levar de enxoval, é porque ela pouco a usava, imagino, recebendo muitos comentários por tê-la guardado. Respeitar e poder guardar no coração é que faço. Eduardo, tenho trabalhado muito, graças a Deus, mas desculpa-me por não ter aparecido por aqui! Abração!
ResponderExcluirCrescer sem pai não deve ser fácil, Maria. Mas se consegue e se supera de alguma forma.
ExcluirEu ainda não vi o video - e verei com extremo prazer - mas sei o que você disse ao acenar da janela: "Mamãe, eu tô na Globo!"
ResponderExcluirMuito interessante o vídeo, achei que você ainda fosse criança ao acenar para seu pai (daí a brincadeira). Mas fiquei matutando sobre a solidão declarada por vários dos entrevistados. Imagine o que sentirão os loucos que se dispuserem a fazer uma viagem a Marte, sem mar, sem pescaria, sem espaço para caminhar, sem animais para observar!
ResponderExcluirEu tinha 20 anos. O negócio da solidão é algo que faz parte de todo marinheiro que trabalha embarcado. Muitas vezes fazemos missão em que ficamos fora um ou dois meses. Mas solidão no caso é a distância da família. Militar tem esse negócio de valorizar muito a família.
ExcluirNossa, fiquei emocionada com a participação da sua família na reportagem Eduardo, pois a Ilha de Trindade fica aqui pertinho do Espírito Santo, mas nunca tive a oportunidade de conhecer ainda. É uma beleza sem fim. É isolada e repleta de vida. Apenas para os corajosos como o seu pai e você, que estiveram na ilha e fizeram maravilhosos registros. Será que a tartaruga te achou pesado? rsrs Ela é fabulosa não é? Um registro para toda a vida!!
ResponderExcluirMaravilhoso final de semana!
Adriana, não sei hoje mas a ilha não fica aberta a visitação publica. Civis estão sempre indo lá nos navios da Marinha mas são biólogos principalmente, que vão estudar a vida marinha da ilha.
ExcluirOlá Eduardo! Obrigada por sua visita e comentário em meu blog. Vim conhecer o seu. Achei muito interessante seu post. Não me lembrava desta ilha e nem que pertencia ao nosso território, devo ter visto isso na geografia da escola. Por aqui, conheço a ilha de Fernando de Noronha que é bem turística. Muito legal o vídeo! Um abraço!
ResponderExcluirSerá por certo uma belíssima ilha.
ResponderExcluirGostei da tua crónica, amigo Edu.
Votos de um feliz fim de semana.
Abraço fraterno!
Mário Margaride
http://poesiaaquiesta.blogspot.com
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