Clube de Detetives Pão de Queijo

sexta-feira, 7 de junho de 2024

MENTIRAS!

 



ANDA EM VOGA  discussões sobre as chamadas "Fake News" - mais uma expressão americana que nós incorporamos ao nosso dia a dia. Parece novidade mas todo mundo sabe que não é. As mentiras, principalmente aqueles ditas no meio político, já estão conosco desde que o Brasil é Brasil...quem lembra do ex-presidente Fernando Collor dizendo que o seu adversário, o atual presidente Lula, iria bloquear a poupança de todo mundo e isso foi exatamente o que ele fez quando ganhou o pleito? Fico imaginando o que o Lula teria feito se tivesse ganhado...dá arrepios só de pensar! Mas o fato é que quem fez o que disse que o outro ia fazer foi ele, o Collor de Mello.

E AS MENTIRAS QUE OS ADULTOS nos contavam quando éramos crianças? Toda mãe conta mentira para o filho na boa intenção. Minha mãe tinha medo que nós engolíssemos semente de melancia, achava que poderíamos nos engasgar com ela, então  nos contava aquele mentirinha educativa: "Se você engolir a semente vai nascer um pé de melancia em sua barriga..." O QUÊ??? Aquilo era traumatizante para mim! Tive pesadelos em que um pé de melancia começava a sair da minha boca, invadia a casa, a rua, a cidade, o país, o planeta inteiro!!! Tudo tendo origem ali, na minha barriga. 

OUTRA MENTIRINHA  que minha mãe contava era: "Não pode ficar na rua até tarde senão o Homem do Saco leva embora...". Mesmo durante o dia eu ficava alerta na rua. Qualquer mendigo que passasse com um saco nas costas para mim era ele - o temível Homem do Saco - e eu saia correndo, sem entender porquê ele já estava nas ruas procurando crianças tão cedo...

OUTRA MENTIRINHA  que minha mãe contava era sobre Deus. Ela muito religiosa, tinha um método educacional onde Deus era requisitado para ser a figura do pai severo que estava me olhando quando meu pai terreno estivesse longe. "Cuidado com o que você faz, com o que você diz, pra onde você vai...Deus tá vendo e vai te castigar". Não à toa passei minha infância com muito medo de Deus e odiava ir para a igreja. Acho que meu primeiro grande drama existencial foi o medo de algum amigo meu saber que eu era "crente". Depois que amadureci, fiz meu tira-teima com Deus e acho que hoje estamos mais ou menos resolvidos.

MENTIRAS, TANTAS MENTIRAS! Prometo ser fiel até que a morte nos separe...pode emprestar, prometo que te entrego logo...se você se esforçar mais vou ponderar lhe dar um aumento...dez passos para a felicidade...vote em mim, eu prometo cumprir minhas promessas...se você se esforçar muito será sempre vencedor...fique rico lendo o livro "Como Ficar Rico...". 

E VEJA SÓ! Se você ler esta crônica e passar para mais dez pessoas em breve você receberá uma recompensa grandiosa!


18 comentários:

  1. rsssssssssssssssss...
    Hilário o final! De mentiras e mentirinhas, pedagógicas ou cheias de intenção má, estamos rodeados... AFFF! Adorei e lembrei do homem do saco...da escada do diabo no colégio de freiras(barreira que elas colocavam pras alunas não se intrometerem ,espiarem a intimidade da clausura delas,rs)

    Tantas e tantas!

    Adorei! abração,chica

    ResponderExcluir
  2. rssssssss, perfeito, era tudo assim, só não tive o negócio de Deus e seus castigos, o resto era igual.
    Eu tive uma fase que brincávamos de polícia e ladrão, claro, o ladrão ia preso de verdade! No fim de tudo a gente soltava o infeliz. Mas ficava de castigo. A vizinhança acendia todas as luzes e o negócio não tinha perigo algum. Também o tal do bicho-papão, que nem lembro mais como entrava nas nossas vidas. Mas era para intimidar! E o tal: "vou contar pro teu pai quando ele chegar!" Só que meu pai era um doce! Meigo. E nada acontecia. Era uma época muito boa, muito diferente. Haviam os matinês dos domingos, esse era o grande programa com as colegas de aula. Também lembro do livro, rsss. E a brincadeira do mercadinho? Passava a mão na geladeira, na 'Despensa' levava muita coisa para vender nas brincadeiras de boteco. Claro, quando minha mãe percebia que eu estava muito quieta ia lá ver a coisa... e desmontava tudo! Levava pra cozinha novamente. Outras vezes nem desconfiava.
    Tá bem, Edu, vou passar adiante tua crônica para esperar a recompensa maravilhosa! rssss, adorei!
    Um bom fim de semana, paz e saúde sempre! E criatividade! rs
    Abraços.

    ResponderExcluir
  3. Muito boa crônica Edu com estas mentirinhas que muitos de nós convivemos, uma vez que não existia estes estatutos protetores de tudo que é ser neste planeta. Eu menino de interior lugar sem energia, sofri horrores com as mentirinhas, que eram grande verdades para educar, pois a gente não era fácil amigo. Jamais comeria abacaxi com leite, ler após refeição, falar palavrão que o diabo passaria o rabo quente na minha língua. Não foram raras as vezes que sonhei com o capeta com aquele tridente fumegante.
    Quem contar mais mentirinhas por certo vai ganhar um FIAT UNO kkkk.
    Mas voltando as Fakes tem sido um horror mesmo e este ano de politica, elas voltarão com toda fúria, que bem sei de onde virão.
    Um abração e feliz fim de semana.

    ResponderExcluir
  4. Lembrei aqui de uma mentirinha que minha vó contava: Toda vez que encontrávamos uma grávida na rua, perguntava para ela a razão daquela mulher estar com a barriga tão grande(embora eu já soubesse).
    Vovó prontamente respondia:
    "esta mulher comeu muito fubá e a barriga inchou"...rs
    Interessante a sua crônica, Edu
    Tenha um excelente fim de semana.
    Um abraço.
    Verena.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Gostei dessa, Verena, não tinha ouvido falar: muito fubá....hahh

      Excluir
  5. Olá Dudu! Acho que uma mentira que já contamos, eu e você, várias vezes, é: Vou acabar com meu blog e não quero mais saber da blogosfera. Kkkkkkkkkkkkkkk.
    Ainda bem que voltou! Mais um amigo das antigas, e que está aqui firme e forte, escrevendo boas crônicas.
    Um abraço!

    ResponderExcluir
  6. Olá, caro Eduardo
    Infelizmente é o prato do dia as falsas informações, as famigeradas "Fake News" . Temo que estar atentos e filtrar essas situações para não sermos induzidos em erro.
    Excelente texto aqui partilha.
    Deixo os meus votos de ótima semana.
    Abraço!

    Mário Margaride

    http://poesiaaquiesta.blogspot.com
    https:/7soltaastuaspalavras.blogspot.com

    ResponderExcluir
  7. Olá, Eduardo!
    O homem do saco era catedrático no terror às criancinhas. Meu neto tinha pavor, eu tive que explicar que ele estava muito longe e nunca iria chegar até ele. Foi o jeito, visto que acreditava piamente no tal velhaco.
    Em outra ordem de coisas, coitado de Deus!
    Se fosse tão mau como pintam, o que seria de muitos de nós?
    Cada uma que inventam e as fakes vão tomando conta dos que acreditam.
    Tenha uma nova semana abençoada!
    Abraços fraternos

    ResponderExcluir
  8. Minha mãe, não usava de mentiras para mim O que acontecia é que moravámos com minha avó e a família era grande, tinha muitos primos e eu era atenta ao besteirol que eu ouvia, que alás ganharam um nome chique! Gosto de ler-te. Política, nem me atrevo! Um abraço!

    ResponderExcluir
  9. Eduardo!
    Homem de Deus que delícia
    ler e me divertir com tanta coisa
    que era tão boa, mas tão boa que
    gerações compartilham as
    mesmas experiências e se formos
    mexendo vamos achar mais muitas!
    De verdade, adorei a leveza de seu
    texto. Lembrando do politico que deu
    cenas do próximo capitulo do governos
    do outro, só que não! Porque ele próprio
    cumpriu a sina e destruiu muitas vidas
    com aquele ato. Quanto ao termo Mentira:
    Lembro de bem pequena
    esperar o papai noel, até ele não vir...
    éramos bem pobres, eu sentava no banheiro,
    e escondida cantava soluçando: Como
    é que papa noel, não esquece de ninguém, seja rico
    ou seja pobre, o velhinho sempre vem... E eu
    embargava a voz e chorava até cansar...
    E ele nunca veio pra mim, pelo menos...
    chorando
    Adorável leitura você me proporcionou.
    Grata deixo
    Bjins
    CatiahoAlc.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que cenário triste esse de uma criança esperar o Papai Noel e ele não aparecer!! Pelo menos essa mentirinha não tinha lá em casa, meus pais não nos iludiram com a existência do Papai Noel, minha mãe dizia que o Papai Noel era meu pai mesmo....rss

      Excluir
  10. Pois é verdade, as pessoas esforçam-se por influenciar e manipular os outros de tal forma que não exitam em mentir ou usar o medo.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

    ResponderExcluir
  11. hello good blog, continue to be consistent in writing. I also have a blog for you to visit. Thank You

    ResponderExcluir
  12. Suas crônicas sempre são interessantes e nos fazem pensar, Edu.
    Quantas mentiras, é verdade. Quando criança ouvia dizer que Deus é bom e é amor. Sempre fui muito introspectiva e questionava bastante. Daí, decidi viver para conhecer essa bondade e o tal amor..., e não é que fui fundo e me surpreendi com o Criador!
    Também na infância, ouvia falar do "papa-fígado", morria de medo...
    Meu abraço

    ResponderExcluir
  13. Mais um belo momento.
    Fez me recuar no tempo.
    Eu ainda sou daquelas pessoas a quem a mãe disse que os bébés vinham de França no bico das cegonhas :)
    Brisas doces **

    ResponderExcluir

Pode criticar, falar mal, falar bem, falar por falar. Obrigado e volte sempre!

Pedra sem poesia

  UM POEMINHA DE ADÉLIA PRADO que eu recitei e postei no Instagram há um tempo. Tantos significados dentro de uma única estrofe! E não é ass...