Porém, o que passou despercebido pela maioria dos espectadores da Escolinha do Professor Raimundo(inclusive por mim), foi a origem sombria do personagem. Barbacena, cidade do interior de Minas Gerais ainda é conhecida como a “cidade dos loucos”, por ter sediado o maior hospital psiquiátrico do Brasil, o Centro de Tratamento Hospitalar e Psiquiátrico de Barbacena (mais conhecido como Colônia), palco de uma das maiores tragédias humanitárias da história do país.
Em seu livro “Holocausto Brasileiro”, Daniela Arbex denuncia a morte de 60 mil brasileiros internos do Colônia entre 1930 e 1960, muitos internados sem diagnóstico, apenas à mando daqueles a quem interessava sua prisão.
O centro recebia diariamente, além de pacientes com diagnóstico de doença mental, homossexuais, prostitutas, epiléticos, mães solo, meninas problemáticas, mulheres engravidadas pelos patrões, moças que haviam perdido a virgindade antes do casamento, mendigos, alcoólatras, melancólicos, tímidos e todo tipo de gente considerada fora dos padrões sociais.
Daniela Arbex entrevistou ex-funcionários e sobreviventes para resgatar de maneira detalhada e emocionante as histórias de quem viveu de perto o horror perpetrado por uma instituição com um propósito de limpeza social comparável aos regimes mais abomináveis do século XX.
O personagem até que era engraçado, mas o que aconteceu em Colônia, não teve a menor graça, na verdade, foi uma desgraça completa.
Quem quiser saber mais:


Bah, Edu! O que estava por trás desse personagem que fazia rir, nos pode fazer envergonhar e até chorar! Triste ocorrido!
ResponderExcluirLindo texto!
abraços, ótima semana,chica
Uma história trágica, mas que na época ainda era comum em muitos países.
ResponderExcluirGostei de ler e ficar a saber com a sua crónica.
Boa semana.
Um abraço.
Uma curiosidade que desconhecia até então. Obrigado por trazer esse tipo de conteúdo.
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Sabia que era barra, mas não tanto. Tenho outra história sobre manicômio (menos trágica, mais engraçada), contada por minha cunhada. Caso se interesse em conhecer, o link é este: https://blogsoncrusoe.blogspot.com/2017/11/loucura-loucura.html
ResponderExcluirEita Dudualdo Abu, eu não sabia desse manicômio em Barbacena.
ResponderExcluirIgual a esse, teve vários no Brasil.
Mas eu não acho que o personagem tenha a ver com isso.
Um abraço!
Tem sim
ExcluirQue horror Edu, nunca imaginaria que por traz de um personagem tão carismático do nosso humor havia uma história tão sombria. Como o nosso passado é eivado de casos monstruosos, de histórias que trazem pesadelos terríveis, dignas de filmes de terror.
ResponderExcluirPor isso que o Jocelino Barbacena não sorria em sua interpretação, agora faz sentido ( e eu jamais imaginaria)
Obrigada por trazer essa informação. Fiquei estupefata!!
Boa semana querido amigo!! :))))
Quem diria, uma Escolinha e um Joselino Barbacena? se prestar a isso _será que desconheciam essa situação que descreve ? ele não era um dos personagens mais engraçados do Professor Raimundo e o seu humor era triste e ácido , desagradável imitar um doente mental .Descobri que em Barbacena Minas Gerais tem um tal 'Museu da Loucura' será que se orgulham ? vai entender hem Edu?
ResponderExcluirUm abraço e boa semana.
Não conhecia nem a personagem nem o livro, mas fiquei chocada com a revelação!
ResponderExcluirBjxxx,
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Bom dia, Edu!
ResponderExcluirNão conhecia a história nem o livro.
Gostava de o ler.
Obrigada pela partilha!
Beijinho e ótimo dia com paz e saúde.😘
Mas bah, Edu, eu lembro dessa personagem, e da escolinha do professor Raimundo, quem não lembra?
ResponderExcluirMas essa história da Colônia dos loucos, em Barbacena, não sabia, que horror!
Eita Brasil... aqui não me espanto com mais nada. 🤔😯
Gostei de ler mais uma nossa...
Boa semana, abraços!
Personagens como Joselino Barbacena refletem traços e realidades que muitas vezes reconhecemos no dia a dia. Através deles, é possível abordar comportamentos, atitudes e situações com um olhar crítico e até irónico sobre a sociedade.
ResponderExcluirBeijinhos,
Daniela Silva 🩷
Alma Leve
"Quando eu era criança pequena lá em Barbacena..."
ResponderExcluirNão sabia que tinha se tornado patrimônio imaterial local. Olha só...
Sobre o horror de Colônia, já havia pesquisado a respeito. Assombroso.
Abraços!
Há quase sempre uma história triste por trás do humor. Fiquei curiosa com o livro "Holocausto brasileiro" embora reconheça que deve ser difícil lê-lo.
ResponderExcluirTudo de bom para si.
Um beijo.
Olá caro amigo Eduardo,
ResponderExcluirVim à procura de novidades...
Aproveito para lhe desejar uma ótima semana.
Um abraço.
Palmas para sua acuidade, por nos mostrar uma realidade que desconhecíamos. Claro, eu desconhecia. Este é também o nosso papel. Por trás do personagem uma história de nos arrepiar.
ResponderExcluirUm abraço,