DADÁ MARAVILHA foi a prova cabal futebolística de que pra ter sucesso no esporte e fazer gol como quem bebe água, não precisa ter a técnica de um Zico, a malandragem de um Romário, a magia de um Ronaldinho Gaúcho ou Ronaldo Fenômeno e nem a genialidade de um Pelé ou de um Messi ou Maradona.
Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha, foi uma das figuras mais folclóricas e letais da história do futebol brasileiro. Ele não era um primor técnico com a bola nos pés, mas tinha um faro de gol e uma impulsão que desafiavam as leis da física.
Começou tarde no futebol aos 19 anos no clube aqui do meu bairro, o Campo Grande Futebol Club (que já foi maior do que é hoje).
Foi ídolo no Atlético-MG: É o segundo maior artilheiro da história do Galo (211 gols). Foi o herói do título do Brasileirão de 1971, marcando o gol da vitória na final contra o Botafogo.
Copa de 1970: Foi convocado para o Tri no México, diz a lenda, por uma sugestão direta do presidente Emílio Médici ao técnico Zagallo (o que gerou a famosa frase de Zagallo: "O presidente escala o ministério, eu escalo o time"). Dadá não jogou, mas é campeão mundial.
Números Impressionantes: Marcou 926 gols na carreira. Em 1976, jogando pelo Sport, ele marcou 10 gols em uma única partida (contra o Santo Amaro). Ele conta que disse para o rei Pelé: "Pelé, eu vou bater seu record, você tem 8 gols em uma partida e eu vou fazer mais" - e fez.
Dadá ficou também conhecido pela capacidade de construir frases memoráveis. Talvez a mais famosa seja: "me venha com a problemática, que eu tenho a solucionática". Problemática é uma palavra do vocabulário acadêmico filosófico, mas Dadá a usou de forma irreverente e folclórica para destacar a sua incrível capacidade de resolver jogos difíceis com seus gols.
Outra frase célebre foi: "Só três coisas param no ar: Beija-flor, Helicóptero e Dadá Maravilha" - isso porque de fato, sua impulsão foi lendária, que o permitia "parar no ar".
Dadá entendia de marketing antes mesmo do termo ser popular no futebol. Ele usava a terceira pessoa para falar de si mesmo:
Sobre sua técnica: "Não existe gol feio, feio é não fazer gol."
Sobre sua autoconfiança: "Com o Dadá em campo, não tem placar em branco."
Sobre sua origem: "Eu não aprendi a jogar futebol porque perdi muito tempo fazendo gols."
Ele costumava dizer que "Dadá não corre, Dadá se desloca", enfatizando que o importante era estar no lugar certo em campo.
Chegou a ser o artilheiro do Campeonato Brasileiro por três vezes em dois clubes diferentes.
DADÁ MARAVILHA continua firme e forte aos 80 anos completados em março deste ano.
Só encontrei vídeos muito ruins no Youtube com gols de Dadá. Escolhi o menos pior.
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Dadá era goleador.
ResponderExcluirE ser goleador é uma forma de ser craque também.
Tem jogador que tem muita tecnica, mas não decide jogo e não ganha títulos.
O Serginho Chulapa, maior artilheiro do maior time do Brasil, também não tinha técnica.
Foi meu ídolo, antes de aparecer o Careca, que esse sim, marcava muitos gols e tinha tecnica.
Eu sempre joguei rachas com os amigos e até em campeonatos em clubes. Fazia bastante gol, mas também sem tecnica nehuma. Geralmente de bico ou de trombada com os zagueiros.
Mas marcava gols.
Hoje em dia, Dudualdo Bú, a coisa tá feia.
Renovaram com o Luciano no São Paulo, porque dizem que ele entrega 16 gols por temporada.
Meu Deus!!!!!!
Os caras faziam isso nos estaduais.
terminavam o ano com mais de 30.
Quase todos os centroavantes das séries A e B, pelo menos 20 a 25 eles faziam.
Hoje reina a mediocridade.
Um abraço!
Bah, Edu! Que linda crônica essa! Foi um ídolo e eu, mesmo sem acompanhar futebol, muito dele ouvi, pois kiko gosta muito! Uma bela homenagem e adoro os ditos dele.Bem engraçados! O bom é que ele ainda está vivo e bem! abração,chica
ResponderExcluirEdu uma bonita homenagem para o Dadá, quem é fã não esquece, Edu feliz semana abraços.
ResponderExcluirTaí, Edu, que bela homenagem. Dadá é antológico. É o mais puro estandarte do futebol brasileiro, suave e resistente. A turma tricolor agradece a rebarba.
ResponderExcluirUm grande abraço,