segunda-feira, 2 de março de 2026

O ATOR, O PRESIDENTE E O IRMÃO DO ATOR

 


No século 19, Edwin Booth era considerado o melhor ator dos Estados Unidos. Era uma verdadeira lenda. Podemos dizer que Edwin era o George Clooney de hoje. Edwin realizou um ato de heroísmo que, em outras circunstâncias, o teria levado aos livros de História. Aconteceu durante a Guerra de Secessão americana, numa estação de trem em Jersey City. Um rapaz tropeçou e ia caindo no trilho quando Edwin num ato reflexo, o agarrou pela gola e o puxou de volta para a plataforma. 

Nem precisa dizer que quando o rapaz viu quem o salvara, ficou emocionado, eufórico; imagine se você tivesse caído de uma plataforma quando criança e fosse salvo por Chuck Norris. Para esse garoto foi a mesma coisa.

Após 15 dias, Edwin recebeu uma carta de congratulações de um oficial do Estado-Maior do general Ulysses S. Grant. O rapaz que Edwin salvara era, na verdade, Robert Todd Lincoln, filho do presidente Abraham Lincoln. 

Esse ato de heroísmo seria a interação única e improvável entre as famílias Booth e Lincoln se John Wilkes, irmão de Edwin, não atirasse e matasse o presidente Lincoln vários meses depois...


17 comentários:

  1. Bah! Interessante a tua crônica e coincidência de fatos!
    abração,chica

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  2. Não sabia desse acontecimento que o irmão do assassino do presidente Lincoln teve com o filho deste.
    O século está certo? É que o assassinato de Abraham Lincoln ocorreu em 1865... século XIX.
    Boa semana caro Eduardo.
    Um abraço.

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  3. Caraco Edualdo Bu, essa eu não sabia.
    Muito legal.
    Até a forma como você contou foi legal.
    Parabéns!!!
    Você é meu escritor preferido da blogosféra.

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  4. Realmente o Bu está mandando muito bem em seus textos. Quanto ao seu livro, arrume um aplicativo que transforme em texto o que você disse ao microfone. Meu celular antigo tinha essa facilidade, que usei muito. Creio que o atual não tem. Você pode estar deitado, no banheiro, tanto faz O trabalho depois é só corrigir.

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  5. Assombroso e ao mesmo tempo curioso.
    Um bom março pra todos nós.

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  6. Que história Edu!!! Eu era fascinada pela história geral, mas a guerra de Secessão dos EUA sempre foi uma ferida aberta naquele continente...Nunca aceitei a forma tão estúpida de como o Abraham Lincoln morreu, quando ele serenamente assistia um teatro sem proteção alguma. Mas eu jamais saberia desse detalhe se você não o descrevesse aqui hoje e agora. Estou estupefata, assombrada! Gente, nem sei o que dizer!!!
    Obrigada de coração, isso é um fato que realmente nos deixa fora do eixo!!
    Grata amigo e uma linda semana, na medida do possível!!!

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  7. Pois está aí uma história que gostei muito de
    ler e que não sabia! Nossa mãe...
    Esqueci de te falar que adorei a roupinha nova
    do blog! A marrom tinha ficado um tanto pesada,
    esta está linda.
    Uma boa semana, Dudualdo Medeiros.

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    1. tenho essa mania de ficar trocando de roupa do blog...talvez seja caso de terapia.

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    2. kkkkkk, não precisa de terapia, isso é divertido, eu também mudava,
      era boa a brincadeira, depois perdi a paciência! 😅🙋‍♀️

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  8. Oi, Eduardo! Esse fato é trágico e bizarro ao mesmo tempo, não? De todo modo pode se dizer que também é fascinante à sua maneira. Ótimo texto Eduardo. Um abraço!

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  9. Será que existem coincidências?
    .
    Saudações cordiais e poéticas
    .
    “” Coração Iluminado
    ““

    .

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  10. Olá grande Eduardo! Que contraste! De um lado, Edwin Booth salvando um jovem numa estação de comboio. Do outro, o irmão, John Wilkes Booth, entrando para a História pelo pior motivo possível. Incrível! 😅 Parece ficção... Um abraço!

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  11. Uau...
    Eu não conhecia esta história!
    Como que não fizeram um filme sobre isto ainda?

    Será que foi só coincidência?
    O irmão do ator (e assassino) poderia ser meio biruleibe da ideias e ter ficado com inveja atenção recebida pelo ator (e herói). Então, ele quis um pouco de atenção das pessoas para si. E conseguiu....

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  12. A história é realmente muito interessante, eu também não conhecia.
    Você a trouxe na medida certa parecia um corte inglês de tão bem talhada.
    Valeu, Eduardo!

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Oi. Se leu e gostou,
Obrigado e volte sempre!
Se não gostou, perdoe-me a falta de talento "escriturístico..."

PARABÉNS!

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