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sábado, 29 de agosto de 2026

Love Story 3: A Deusa

 



Manuela entrou no recinto como se deusa fosse, e deusa de fato era. O busto, um colosso. Dois colossos. A cintura delgada expandia-se em um quadril redondo, malemolente, sustentado por duas pilastras de pura carne e músculos torneados que se exibiam dentro de um vestido elegante. Se no deserto ele tivesse,  certeza pensaria sofrer de miragem. A Deusa dirigiu-se à atendente e ele acompanhou com o olhar - não podia deixar de fazê-lo. Assédio ocular? Não, seu objeto de adoração e lascívia. Quem adora uma Deusa não pode ser taxado de pecador. A atendente lhe sorriu simpática e disse seu nome: Manuela. Ela devolveu o sorriso e perguntou se o doutor Amaro já tinha chegado. Diante da afirmativa da atendente, Manuela levou seus colossos, cintura e pilastras em direção ao elevador. Quem seria o tal Amaro que a esperava? Ele não podia permitir que o maldito lhe perturbasse a contemplação. Impulsionado pelo coração, passou pela atendente, chegou ao lado dos colossos e disse: Você é a Deusa que acaba de me converter à adoração, visto que até agora, eu fui ateu. Casaram-se um ano depois. Em Paris! Tudo pago por ela! Ele acordou com a voz de taquara rachada da  mulher esbravejando na cama e perguntado quem era a vadia da Manuela.


Love Story 2

Love Story 1

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Love Story # 2

 




Cláudia Cristina desde muito nova, tinha dúvidas se gostava de meninos. No Ensino Médio, Cláudio Romero lhe pediu um beijo e ela lhe ofereceu seus lábios, mas depois fez cara feia de nojo. Cláudio Romero, popular conquistador da escola, viu-se diminuído, objeto de sátiras dos amigos e quase entra em depressão. 

Em outra ocasião, o beijo que Cláudia Cristina deu em Ana Paula fora o máximo. Ela confirmava para si que seu desejo era por uma igual. Cláudio Romero não deveria ter ficado tão magoado e diminuído em sua fama de conquistador e ainda ter posto nela a culpa pelo beijo fracassado.

Não que Ana Paula gostasse de meninas, Ana Paula gostava de bocas, fosse de um gênero ou de outro. A despeito de todo preconceito que sofreram de alguns, namoraram por todo o período do segundo ano do Ensino Médio quando a família de Ana Paula se mudou para Brasília. 

Cláudia Cristina sofreu.

Seis meses depois, seu irmão José Luiz, levou sua namorada, Helena Juliana, para conhecer a família. Uma bela morena no auge dos seus vinte anos. Seios fartos, sorriso encantador, cabelos encaracolados que descansavam lindamente em seus ombros. Para Cláudia Cristina, foi amor à primeira vista. Foi como se Ana Paula nunca tivesse existido. 

Três meses depois que José Luiz apresentou Helena Juliana à família, as duas estavam perdidamente apaixonadas - Helena Juliana e Cláudia Cristina. Para Helena Juliana foi uma descoberta, pois jamais se percebeu atraída por mulheres. Que sedução era aquela que tinha Cláudia Cristina?

José Luiz afundou-se na vergonha. Não saia mais do quarto onde passava o dia inteiro descarregando sua frustração e ódio da irmã em jogos online. Cláudio Romero também jamais perdoara a vergonha que Cláudia Cristina lhe impusera. José Luiz não conseguia perdoar nem a irmã nem a ex-namorada. Ambos se encontraram online em uma partida de Fortnite. Ficaram amigos. Trocaram frustrações. Admiraram-se de como o "mundo era pequeno". 

Três meses depois os corpos de Cláudia Cristina e Helena Juliana foram encontrados em um matagal. 



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Love Story 1

Foto gerada por IA

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Love Story

 







Maria Tereza e Maria da Glória passeavam  pela calçada à beira-mar. O sol já se ia longe num belo entardecer. João Vicente vinha em sentido oposto. Logo viu Maria Tereza, apaixonou-se. Aquelas paixões imediatas, impositivas, quase perturbadoras, mas foi Maria da Glória que antes, por ele se apaixonou.  Aquelas paixões imediatas, impositivas, quase perturbadoras. O sorriso que João Vicente endereçou aos lindos olhos de Maria Tereza foram recebidos com desprezo. Não sabia (como poderia saber?) que o coração de Maria Tereza era terreno árido, impenetrável e  o olhar mavioso e receptivo que Maria da Glória endereçava ao olhar de João Vicente, da mesma forma ignorado foi. Os olhos que o moço queria eram os olhos de Maria Tereza, não os olhos de Maria da Glória. Em angustiante desconexão do acaso, os três por si passaram, João Vicente de chapéu na mão, estatuado em uma reverência decorosa para Maria Tereza que semblante fechado, o  ignorou mais uma vez. O rapaz sofreu a indiferença daquela que tinha certeza, poderia ser sua grande paixão, sem perceber que talvez a outra, essa paixão pudesse vir a ser. João Vicente quedou-se conformado, a olhar as duas se distanciando, angustiado que o amor o tinha recusado. 

O mesmo pensou Maria da Glória.

E foram infelizes para sempre.


Eduardo Medeiros.

Puxei a Orelha da IA do google

  E lá estava eu já há um bom tempo pesquisando um assunto que pretendo escrever em breve por aqui e depois de me indicar muitas informações...