domingo, 26 de abril de 2026

Você Me Deve!

 





"Porque homem é homem, menino é menino, político e político, macaco é macaco..."(Falcão, cantor e filósofo cearense)

"Quando uma coisa pode ser qualquer coisa esta coisa se torna coisa nenhuma..." (Eduardovisk stanislavisk Minskvity )


Sabe essa moda de hoje de cobrar dívidas históricas? Essa coisa de identitarismo

"Eu me identifico com um cachorrinho chihuahua..." "Eu me identifico como mulher...." "O governo brasileiro me deve uma indenização de 100 milhões de reais por ter escravizado meus antepassados..." "O Brasil é todo nosso, vocês brancos, pretos e pardos saiam daqui, somos os povos originários..."

E essa coisa de mudar os nomes das coisas tentando fazê-las ser o que nunca foram? 

A questão não é eu querer impedir que qualquer um possa se identificar com qualquer coisa, a questão é algum poder da República me dizer que eu não posso criticar tal atitude. Quer se identificar como um abacate? Beleza, tudo bem, mas não vá me chamar de fascista se eu quiser te pegar, te meter num liquidificador e fazer uma vitamina. 

E tu quer cobrar uma dívida histórica, irmão? Beleza, cobra lá da Coroa Portuguesa que nem coroa tem mais. 

Acho isso estranho e sem muito sentido. Papas já pediram perdão por erros da Igreja no passado e tudo bem, é um gesto bacana. Agora, dizer que a Igreja me deve alguns milhões pelos erros que cometeu em mil quinhentos e antigamente é oportunismo. 

Negros dizem que a sociedade dos brancos lhe devem pela escravidão. Antepassados no meu avô paterno certamente foram escravos mas os brancos não me devem nada. A família branca europeia da minha mãe entrou no bolo e clareou a descendência -  argumento muito usado pela minha sogra, descendente de negros e indígenas que sempre alardeou em alto e bom som ter se casado com um branco italiano para "clarear os filhos" - um argumento, diga-se, racista...mas preto e indígena podem ser racistas? Aí eu não sei, há uma grande discussão acadêmica sobre a questão...

Estão bagunçando o coreto!

Nossa digna deputada Erika Hilton(nome artístico, político, civil, sei lá) que nasceu com bagos e pênis e testosterona masculina, hoje se diz uma "mulher" pois a definição de mulher hoje é diferente, mudou. Que qualquer homem que se sinta uma mulher, é mulher, mesmo não tendo útero, vagina e ovários. 

Eu só queria saber quem foi o tal que redefiniu o que é ser mulher, alguém conhece o sujeito? Ou foi uma sujeita? Um sujeitE? Não posso mais fazer diferenciação entre  masculino e feminino porque isso foi definido como machista e misógino? 

 QUEM FOI QUEM DEFINIU ISSO?

Pois eu vou teimar em seguir a biologia. Macho é o sujeito da espécie humana que tem bagos e pinto; quem tem bigode, barba, testosterona alta, fala grosso, não menstrua nem pode ficar prenhe, dentre outros; e fêmea é a sujeita da espécie que tem útero, vagina, ovários, testosterona bem baixa, fala fina e que pode ficar prenhe, dentre outros, e ambos se completam sexualmente em prol da manutenção da espécie humana. 

Assim dá menos complicação, não acha não? Mas, cronista, cuidado, você está beirando a um discurso de ódio criminoso que pode ser detectado pelo nosso STF! A voz onipresente de um dos magistrados soa alto em meus ouvidos: Diga, então, cronista, o que é um sujeito nascido macho que depois quer ser mulher? Simples, meritíssimo-digníssimo-sumidade-iluminada: Um homem que agora quer ser mulher é só um homem que agora quer ser mulher...e tudo bem, eu sou liberal, meu problema é só contra a complicação dos termos.


Epa, deu ruim, acabo de receber um comunicado do STF que eu acabei de ser incluído no inquérito infinito das fakes news. Alguém aí conhece um bom advogado humanista que possa por pena trabalhar pro bono?


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Personagens reais da ilustração que abre essa perigosa crônica:

Romeu Zema, governador de Minas Gerais (quero falar dele depois)

Falcão, cantor e filósofo cearense.

Erika Hilton, deputada federal trans antes da fama.

E o outro eu não sei o nome dele não.

* * * * * * * * * * * * * 

Post Scriptum. Não precisaria, mas em tempos que vivemos é bom que fique claro que este é um texto com viés cômico - apesar de dizer coisas que o cronista acredita - e este cronista não compactua com racismo nem qualquer das fobias politicamente correta de hoje. Mais ou menos. 

Um comentário:

  1. Bah, bem perigosa mesmo essa crônica, mas com o Post Scriptum e teu viés cômico foi salva! rs Ótimo de ler e pensar! abração, chica

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Se não gostou, perdoe-me a falta de talento "escriturístico..."

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