Todos as festas religiosas que temos no Ocidente foram ao longo do tempo, para o bem ou para o mal, dessacralizadas, reformatadas ao gosto do mercado, do comércio, e perderam sua aura reflexiva e devocional. Ficando apenas com as duas maiores festas cristãs - o Natal e a Páscoa - nelas, há muito, seus símbolos originais e significados espirituais foram sendo modificados ao gosto talvez, do tão cultuado "humanismo"- que tirou o sagrado do palco e o fez se esconder na coxia e ao mercado que a tudo transforma em produto vendável e lucrativo.
Natal já não é sobre o nascimento do Salvador do mundo, do Messias esperado, do Deus encarnado que em ato supremo de amor, a si mesmo se faz carne e se doa à humanidade como sacrifício perfeito que redime e dá nova vida a quem crê(no cristianismo, o conceito de "escolha" é fundamental). Não, o nascimento de Jesus hoje tem como símbolo maior um vovô gordo, nórdico, barba branca que traz presente para todo mundo entrando pela chaminé.
A Páscoa original é celebração judaica. O "Pessah" é uma das principais festas religiosas e identitária do povo judeu que comemora nela a libertação dos antigos hebreus quando foram escravos no Egito. Pessah, é "passagem" - que evoca a história do Anjo da Morte que "passou" pelas casas dos escravos e porque viram nos umbrais das portas a marca de sangue sacrificial, poupou seus primogênitos, diferentemente dos primogênitos egípcios que foram todos mortos o que levou o Faraó a concordar em deixar o povo hebreu ir embora para Canaã (atual Palestina).
O cristianismo ressignificou a festa judaica e passou a celebrar sua própria "passagem" na figura da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Sua morte e sua vitória sobre a morte, foi a passagem da vida para a morte para quem nele crê.
Hoje a páscoa cristã tem como símbolo um coelhinho fofo que nos traz ovos de chocolate.
Como já dizia a célebre frase, "nada se cria, tudo se transforma". A própria páscoa cristã incorporou elementos de religiões pagãs do Império romano com o tempo. E estamos vendo ao vivo e à cores, uma passagem às avessas no Ocidente cristão. Enquanto a cada dia o Ocidente se descristianiza com templos se tornando boates em lugares da Europa, a política da inclusão acrítica do progressismo europeu está abrindo as portas da sua civilização para milhares de imigrantes islâmicos que não têm nenhum apreço pelos valores ocidentais, como Estado laico, liberdade e diversidade.
Tenho visto vídeos interessantes dos problemas que esse choque de culturas está produzindo. O único país que vi até agora se preocupar com a laicidade em vista ao avanço do Islã radical é a França. Na Inglaterra, por exemplo, tenho visto casos em que cristãos são proibidos de anunciar a sua fé em praça pública para não "oprimir a comunidade islâmica". Ontem mesmo vi um vídeo em que um muçulmano entra em uma igreja católica no meio da missa, vai até o altar, põe seu tapetinho no chão e começa a fazer suas orações a Alah com a cabeça em direção à Meca. E ai de quem for lá lhe dizer que ele entrou no lugar errado, que ali não é uma mesquita - certamente o discurso progressista taxaria de "intolerância".
A Europa está sendo tolerante com os intolerantes e isso pode ser a ruína do seu modo de vida.
Não estou dizendo de forma alguma que os países de religião islâmica são todos teocracias ditatoriais como Irã e Afeganistão, mas em muitos deles que possuem um governo civil e tem o Islã como religião de Estado como Egito, Jordânia e Marrocos, mudar de religião pode ser temerário. Por outro lado, a Turquia é um exemplo de país totalmente laico de maioria muçulmana mas que possui liberdade de consciência e de escolhas.
Então, ao mesmo tempo em que o Ocidente esquece seus ritos, seus símbolos, sua devoção, a política progressista inclusiva sem limites abraçada pela Europa, está corroendo todo o tecido social que fizeram da Europa ser a Europa, que foi o tecido judaico-cristão em nome da tolerância com os intolerantes.
O que estou dizendo vai soar como "extremismo de direita", "fascismo" ou "Xenofobia" para alguns. Mas será que pensar, questionar e problematizar a questão, diante dos inúmeros casos que estão acontecendo, em que imigrantes islâmicos praticam atos de violência gratuito contra europeus cristãos e a Europa cristã acolhe, em nome da diversidade tais atos, é intolerância?
O simpático velhinho de barba branca comeu todos os ovos que o coelhinho fofo trouxe.

Sou contra a islamização da cultura ocidental. Minha cunhada fex recenteemente um cruzeiro pelos países árabes (antes dos bombardeios) e foi obrigada a usar véu na cabeça, creio que no Bahrein. Se lá é assim, todas mulheres islâmicas deveriam então abandonar seus lenços, suas burcas quando estivessem no Ocidente.
ResponderExcluirMaravilhoso teu texto, Edu, não tem mais graça,
ResponderExcluirchegam essas datas muita gente fica neurótica,
é só comércio, se grudando nas datas cristãs, eu cansei!
Boa Páscoa por aí, repleta de ovinhos... 😅🙏
Edu, voltando agora do encontro de família e ainda bem, não deixamos que o comércio fale mais alto do que nossos sentimentos em relação às festas! Lindo teu texto! FELIZ PÁSCOA! abração, ótima semana, chica
ResponderExcluirO tema é complexo e não há espaço nem tempo para dissertar e dar a minha opinião. Apenas digo que, no essencial, o Eduardo apresentou uma visão do problema, mas há várias e todas elas defensáveis.
ResponderExcluirBoa semana.
Um abraço.
Dudualdo Bú.
ResponderExcluirO islamismo vai dominar o mundo.
O povo ocidental tem 1 ou 2 filhos, enquanto eles tem 4,5,6 filhos.
Em alguns países europeus, a proxima geração já será de muçulmanos.
No Brasil ainda vai demorar um pouco.
Mas um dia eles serão a maioria aqui também.
Um abraço!!
Nessa época o comércio só quer vender, e esquecem do verdadeiro motivo, Eduardo desejo uma feliz segunda-feira bjs.
ResponderExcluirPois é. Essas datas e costumes vão se ressignificando cada vez mais. Mas por aqui comemoramos as datas como elas são, de forma tradicional.
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Imperfeitos que somos, seguimos construindo castelos. E nem sempre enxergamos mais depois deles edificados.
ResponderExcluirPor aqui , e você deve conhecer o dito popular, "Toca o bonde pra Lapinha".
Um abraço,
Oi, Eduardo! Boa noite! A Páscoa se transformou quase que numa piada comercial eu diria. Infelizmente! Excelente texto. Um abraço!
ResponderExcluirPor quase um ano, meu marido me abandonou, a mim e aos nossos dois filhos. Ele parou de se importar, parou de ligar e simplesmente sumiu. Eu estava arrasada, confusa e quase sem esperança. Então, um dia, uma amiga me falou sobre o Dr. Dawn, um homem espiritual com o dom do universo de ajudar as pessoas a restaurar o amor e a paz.
ResponderExcluirA princípio, eu estava cética, mas algo em suas palavras me trouxe paz. Ele me disse exatamente o que estava errado e que alguém havia lançado um feitiço poderoso para nos separar. Ele preparou um trabalho espiritual especial e um feitiço de reconciliação para mim — e, em poucos dias, meu marido me ligou do nada, chorando e pedindo perdão.
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Dr. Dawn fazendo marketing para o Dr. Dawn!
ResponderExcluirkkkkk nem vou entrar nessa treta.
ExcluirConcordo com seu texto, Edu
ResponderExcluirBem posto, no entanto o espírito das datas - Páscoa , Natal e qualquer outra
que envolva família ,ainda permanece. Talvez, pouco , ainda há o desejo da
confraternidade que sobrepõe ou se mistura com aos costumes atuais.
Assim caminhamos ,o mundo girando incontrolável em vários aspectos.
Grande abraço, meu amigo invisível e com um toque no teclado me sinto perto.
Boa semana , bons dias . Com abraços
Que texto esclarecedor Edu!! É aterrorizante também, porque desta maneira a Europa vai afundar suas tradições em prol da política progressiva. Eu acho completamente temerário esse avanço a passos largos do islã radical. É amedrontador. Eles vão dominar se continuar assim.
ResponderExcluirEnquanto isso, por aqui, tanto o Natal quanto a Páscoa sua voltados para o consumismo. São raras as famílias que estão se reunindo diante da mesa para comemorar a passagem da morte de Jesus para a vida. O verdadeiro sentido da Páscoa e o Natal foram deturpados. Mas ainda bem que se salva o coelhinho do Páscoa, ele continua fofinho, não podemos negar, inclusive a imagem que usou para ilustrar o seu belíssimo artigo.
Feliz Páscoa amigo, no verdadeiro sentido de VIDA NOVA e RENASCIMENTO.
Olá grande Eduardo! É texto muito pertinente. Como habitualmente o faz! Também sinto que o Natal e a Páscoa foram ficando mais comerciais do que espirituais… mas acredito que ainda há quem mantenha o verdadeiro sentido, mesmo que de forma mais discreta. Um forte abraço para si e um bom fim de semana! 🙏
ResponderExcluirBoa tarde, Edu.
ResponderExcluirAgradeço e retribuo,ainda que atrasados,os votos de uma Santa Páscoa em família.
Beijinho e ótimo fim de semana, Edu. 😘